TV estatal da Líbia exibe imagens do filho mais novo de Kadafi

Governo desmente afirmações de que Khamis Kadafi teria sido morto em ataque da Otan

Agência Estado

10 de agosto de 2011 | 12h23

Khamis Kadafi teria visitado civis nos hospitais, segundo a emissora

 

BENGHAZI - A televisão estatal da Líbia exibiu nesta quarta-feira, 10, imagens de um homem que afirmou ser o filho mais novo do governante Muamar Kadafi, Khamis Kadafi, em uma tentativa de desmentir afirmações dos insurgentes que ele havia sido morto em um bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos da ditadura na Líbia

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

especialEspecial: Os quatro atos da crise na Líbia 

 

Na sexta-feira passada, rebeldes disseram que Khamis Kadafi, de 27 anos, que comanda uma das unidades mais bem treinadas do Exército da Líbia, havia morrido na cidade de Zlitan. O regime líbio negou as afirmações e disse que elas foram uma tentativa dos insurgentes de desviarem a atenção do assassinato do comandante rebelde Abdel Fattah-Younis, morto em Benghazi.

 

 

As imagens da televisão líbia mostraram o filho mais novo de Kadafi visitando pessoas feridas em um ataque da Otan em um hospital de Tripoli. O bombardeio da aliança aconteceu na terça-feira desta semana. Se verdadeiras, as imagens mostram a primeira vez que o filho de Kadafi foi visto em público após os rebeldes terem anunciado sua morte.

 

 

A revolta líbia começou em meados de fevereiro e mergulhou o país numa guerra civil seguida de impasse, com os insurgentes mantendo grande parte do leste do país e as tropas de Kadafi o oeste. Nenhuma parte foi capaz de abalar o poderio da outra, embora os rebeldes, que operam a partir de Benghazi, contem com o apoio dos ataques aéreos da Otan.

 

A televisão líbia mostrou os funerais de dezenas de civis, a maioria mulheres e crianças, que o governo afirma foram mortos em um bombardeio da Otan contra o vilarejo de Majan, perto da Zlitan, na terça-feira. A televisão mostrou imagens em preto e branco dos funerais das 85 pessoas e o governo ordenou um período de luto de três dias em homenagem às vítimas.

 

"Deixem todo o mundo saber que os caças da Otan, apoiados pelos governos do Catar e dos Emirados Árabes, apenas aumentarão nossa ojeriza contra eles e também tornarão maior nossa bravura frente ao inimigo", dizia a voz de um homem no alto-falante. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.