TV estatal líbia acusa Otan de matar policiais e civis

Cidades controladas por rebeldes foram bombardeadas também pelas tropas de Kadafi

AE, Agência Estado

12 de abril de 2011 | 09h51

TRÍPOLI - Aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) bombardearam os limites da cidade líbia de Kikla, controlada pelos rebeldes, a sudoeste da capital Trípoli, matando policiais e civis, informou a televisão estatal hoje, 12.

 

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"A entrada para Kikla foi atingida por um ataque dos agressores colonialista, que entraram na área onde a polícia controla o tráfego e monitora motoristas", afirmou a TV estatal, informando que o ataque ocorreu ontem. "Todos os policiais e várias crianças, mulheres e homens foram mortos".

 

Não há como verificar de maneira independente a versão da imprensa estatal da Líbia. Várias cidades controladas pelos rebeldes na montanhosa região de Al-Jabal Al-Gharbi, a 80 quilômetros de Trípoli, foram atacadas diversas vezes por forças de Muamar Kadafi.

 

Segundo moradores da região, "vários" civis foram mortos e outros ficaram feridos por causa de disparos "indiscriminados" das forças de Kadafi em cidades da região, cujos habitantes são em sua maioria de origem berbere Amazigh.

 

Também hoje, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse que os aliados da Otan não estão jogando todo seu peso sobre a Líbia. Na opinião de Juppé, as forças da aliança devem fazer mais para destruir armas pesadas de Kadafi.

 

A União Africana (UA) pediu hoje que o Conselho Nacional de Transição dos rebeldes líbios "coopere completamente", após esse organismo rejeitar um plano de cessar-fogo apresentado pelo grupo. Kadafi aceitou a trégua, mas a liderança rebelde em Benghazi argumenta que a iniciativa ficou obsoleta e é preciso que Kadafi deixe o poder para haver qualquer solução política.

 

Hoje, o ex-ministro das Relações Exteriores líbio Moussa Koussa deixou o Reino Unido para viajar ao Catar. Lá, Koussa deve se reunir com autoridades locais e um grupo internacional para discutir a crise na Líbia. A informação foi divulgada pela chancelaria britânica. Koussa chegou ao Reino Unido inesperadamente em 30 de março, após desertar do seu posto de chanceler do regime de Kadafi.

 

As informações são da Dow Jones.

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