TV mostra Ahmadinejad ´libertando´ marinheiros britânicos

A tevê estatal iraniana transmitiu imagens dos marinheiros britânicos conversando com o presidente Mahmoud Ahmadinejad no palácio presidencial em Teerã, aparentemente enquanto eles estavam sendo libertados nesta quarta-feira, 4.Na entrevista coletiva em Teerã, Ahmadinejad afirmou que os marinheiros serão libertados no final do seu encontro com os órgãos de comunicação social e pediu ao primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que não castigue os marinheiros por terem dito a verdade.Ahmadinejad foi visto apertando as mãos dos marinheiros, sorrindo e conversando. Legendas diziam que o encontro fazia parte do "processo de libertação" dos britânicos.As imagens, retransmitidas pela Sky News, mostram Ahmadinejad com um ar sorridente cumprimentando os militares com a ajuda de um tradutor e desejando-lhes boa sorte. "Somos gratos. Seu pessoal foi realmente gentil conosco, e agradecemos muito por isto", pode-se ouvir um marinheiro falando em inglês para Ahmadinejad.Outro marinheiro comentou, também em inglês: "Agradecemos muito por seu perdão". Ahmadinejad respondeu em farsi: "De nada".AnúncioAhmadinejad, disse nesta quarta-feira que iria libertar os 15 militares do Reino Unido detidos em março em águas do Golfo Pérsico. O governo britânico confirmou a informação.O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva em Teerã, pouco depois de o líder iraniano condecorar os homens da guarda costeira que detiveram os britânicos, e teve reflexo imediato na cotação do preço do petróleo.Classificando a decisão como um "presente de Páscoa" ao povo britânico, Ahmadinejad disse que "perdoa" o Reino Unido pela suposta invasão de águas territoriais iranianas. Desde o início da crise, em 23 de março, Londres argumenta que seus 15 marinheiros e fuzileiros navais foram presos enquanto realizavam uma operação de rotina em águas territoriais iraquianas. Ahmadinejad disse também que o governo britânico "enviou uma carta ao Ministério das Relações Exteriores garantindo que isso (a suposta invasão de águas iranianas) não acontecerá de novo". Londres não confirmou o envio da carta. O presidente, entretanto, manteve as críticas ao Reino Unido e enfatizou que o Irã jamais aceitará que suas águas territoriais sejam violadas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.