AP Photo/Bullit Marquez
AP Photo/Bullit Marquez

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque a resort nas Filipinas

Concessionária que administra o complexo turístico afirma que o local está fechado após a ação de homens armados; polícia diz que foi assalto

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 15h04
Atualizado 01 de junho de 2017 | 18h30

LONDRES - Um cassino e um hotel na capital filipina sofreram um ataque armado nesta quinda-feira, 1º, informou a concessionária que administra o complexo turístico. Logo em seguida, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reinvindicou a autoria do ataque. A polícia do país, no entanto, diz que se tratou de uma tentativa de assalto

"O Resorts World Manila está interditado após as informações de um ataque armado de homens não identificados", explicou a empresa em seu perfil no Twitter. "A companhia está trabalhando estreitamente com a Polícia nacional para garantir que todos os clientes e funcionários estejam a salvo", acrescentou.

A emissora CNN nas Filipinas havia relatado que tiros e explosões foram ouvidos do lado de fora do Resorts World Manila. De acordo com as informações divulgadas em seu perfil no Twitter, a Polícia enviou carros blindados e um time da Swat para a área. 

No Twitter, Rita Katz, diretora do portal de contraterrorismo Site, publicou que o braço filipino do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do suposto ataque, realizado por "lobos solitários soldados do califado". Em uma nota, o EI informou que os autores do ataque eram "soldados do grupo".

JUST IN: Photos from Resorts World Manila show first responders treating victims after reports of gunfire https://t.co/G58NrpzJsV pic.twitter.com/mgUVLTvboL

O resort, conhecido por suas iniciais RWM, é um complexo localizado em Newport City com vários hoteis, restaurantes e bares. 

Turistas buscam o RWM por seus cassinos, shoppings, cinemas e teatros. O site do complexo o descreve como o "primeiro e o maior resort integrado nas Filipinas", e está localizado perto do Ninoy Aquino International Airport. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta tarde de quinta-feira que está "monitorando" a situação. "É muito riste o que está acontecendo com o mundo por causa do terrorismo. Nossas orações estão com eles (filipinos)", disse.

Imagens exibidas nas emissoras locais mostraram pessoas correndo pelo Resorts World. O complexo foi cercado pela Polícia. "Ia voltar para o segundo andar, quando vi gente correndo. Alguns hóspedes do hotel disseram que alguém havia gritado 'Isis' (Estado Islâmico)", contou à rádio DZMM Maricel Navarro, que trabalha no complexo.

"Os hóspedes gritavam. Fomos para o porão e nos escondemos. As pessoas gritavam, os clientes e os funcionários estavam aterrorizados", acrescentou Navarro.

"Quando sentimos cheiro de fumaça, decidimos ir para a saída, no estacionamento. De lá, conseguimos sair, mas, antes de sair, ouvimos dois disparos, e tinha muita fumaça no térreo", completou.

Na semana passada, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, impôs a lei marcial em toda ilha de Mindanao (sul) para por fim ao que ele chamou de ameaça crescente do Estado Islâmico na região.

A declaração da lei marcial ocorreu logo após militantes realizarem atos de violência na cidade de Marawi (sul), que fica a 800 km de Manila.

Forças de segurança ainda estão combatendo os militantes em Marawi e os confrontos lá deixaram ao menos 171 mortos.

Duterte alertou na semana passada que ele pode vir a estender a lei marcial para o resto do país se a ameaça terrorista se espalhar. / Reuters, Ansa e AFP

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