Emily Elconin/REUTERS
Emily Elconin/REUTERS

Twitter impõe restrições para combater desinformação antes de eleição dos EUA 

Mudança tornará mais difícil que postagens na rede se tornem virais; tuítes que estimulem interferência no processo eleitoral ou em seu resultado serão deletados

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2020 | 19h42

SÃO FRANCISCO - O Twitter informou nesta sexta-feira, 9, que removerá tuítes que conclamam pessoas a interferirem no processo eleitoral dos Estados Unidos ou em seu resultado, incluindo postagens que sugiram violência. A empresa também anunciou mais rótulos e restrições para desacelerar a disseminação de desinformação. Uma das mudanças tornará mais difícil que postagens na rede se tornem virais, limitando os retuítes de conteúdo.

As alterações começaram a ser testadas nesta sexta-feira, 9, e passarão a valer para todos os usuários a partir do dia 20 de outubro. 

Com as mudanças, usuários serão encorajados a fazer comentários antes de retuitar, ou seja, compartilhar, um tuíte. De acordo com a empresa, a alteração adiciona "um pouco mais de atrito" ao processo. 

O Twitter também vai adicionar mais avisos e restrições a tuítes que tragam informações enganosas sobre figuras políticas dos EUA, assim como em postagens compartilhadas por perfis que tenham mais de 100 mil seguidores ou criem "envolvimento significativo". A empresa afirmou que os usuários terão de clicar em avisos para ver esses tuítes.

A empresa afirma que rotulou milhares de postagens enganosas recentemente, entre elas, tuítes ligados ao presidente Donald Trump.

Empresas de mídia social estão sob pressão para combater a desinformação ligada a eleições e se preparar para possibilidade de violência ou intimidação nas urnas. As medidas anunciadas na sexta-feira são as mais dramáticas de uma série tomada por elas nos últimos meses.

O Twitter também informou que rotulará os tuítes que afirmarem falsamente a vitória de qualquer candidato.

"Esperamos que isso incentive todos a não apenas considerar por que estão ampliando um tuíte, mas também aumente a probabilidade de as pessoas adicionarem suas próprias ideias", escreveram o chefe jurídico, de política, confiança e segurança do Twitter, Vijaya Gadde, e o líder de produto Kayvon Beykpour em postagem no blog da rede social. /REUTERS e Dow Jones Newswires

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