Jim Watson/AFP
Jim Watson/AFP

Twitter muda as regras sobre conteúdo hackeado após matéria polêmica sobre Biden

CEO da empresa afirmou que o a rede social errou ao bloquear links para uma reportagem política não verificada; notícia do tabloide New York Post faz denúncias ao candidato democrata às eleições americanas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2020 | 12h54

O Twitter errou ao bloquear links para uma matéria política não verificada, disse o CEO Jack Dorsey nesta sexta-feira, 16, enquanto a empresa respondia às críticas sobre o manejo da reportagem do tabloide americano New York Post que gerou gritos de censura da direita.

“O bloqueio direto de URLs estava errado e atualizamos nossa política e aplicação para consertar”, ele tuitou. "Nosso objetivo é tentar adicionar contexto e agora temos recursos para fazer isso."

Dorsey se pronunciou depois que um executivo da empresa de mídia social anunciou mudanças na noite de quinta-feira em sua política sobre conteúdo hackeado após um ataque de críticas.

A chefe do departamento jurídico, de política, de confiança e segurança da empresa, Vijaya Gadde, afirmou em um tópico do Twitter, que a rede social não removerá mais o material hackeado, a menos que seja diretamente compartilhado por hackers ou por aqueles que trabalham com eles.

E em vez de bloquear o compartilhamento de links, os tweets serão marcados para fornecer contexto .“Queremos abordar as preocupações de que poderia haver muitas consequências não intencionais para jornalistas, denunciantes e outros de maneiras que são contrárias ao propósito do Twitter de servir à conversa pública”, disse Gadde.

O Twitter e o Facebook agiram rapidamente esta semana para limitar a disseminação da matéria publicada pelo New York Post, de tendência conservadora, que citou e-mails não verificados do candidato presidencial democrata Joe Biden que foram supostamente descobertos pelos aliados do presidente Donald Trump. A história não foi confirmada por outras publicações.

Dorsey tuitou pela primeira vez que era "inaceitável" que a empresa não tivesse fornecido mais contexto sobre sua ação. Um pouco mais de 24 horas depois, Gadde anunciou que a empresa estava fazendo mudanças depois de receber “feedback significativo (de crítico a de suporte)” sobre como aplicava a política.

A empresa disse que o link para o texto do New York Post ainda será bloqueado por uma política que proíbe o compartilhamento de informações pessoais. No entanto, os usuários compartilharam amplamente a matéria na sexta-feira e não estava claro por que eles puderam fazer isso./AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.