Tymoshenko é pressionada a aceitar derrota nas eleições da Ucrânia

O líder da oposição ucraniana, Viktor Yanukovich, pressionou sua rival Yulia Tymoshenko a reconhecer sua derrota nesta segunda-feira, 8, depois de uma vitória apertada nas eleições presidenciais que pode colocar a ex-república soviética novamente na órbita de Moscou.

Associated Press,

08 de fevereiro de 2010 | 17h49

 

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Monitores internacionais da eleição, fazendo mais pressão ainda sobre Tymoshenko, classificaram a eleição como uma "mostra impressionante" de democracia e a incitaram a cumprimentar seu oponente.

 

Com 98.4% dos votos contados, contagens oficiais deram ao ex-mecânico Yanukovich, cujo partido é aliado ao Kremlin, uma vantagem de 2,8 pontos percentuais acima da primeira-ministra Tymoshenko, que não poderá alcançá-lo.

 

Tymoshenko, que incitou partidários a saírem à ruas na Revolução Laranja de 2004 para subverter a vitória de Yanukovich, considerada fraudulenta, nas eleições daquele ano, estava estranhamente quieta nesta segunda, e adiou uma coletiva de imprensa para esta terça.

Seus apoiadores alegaram numerosas violações na lei eleitoral no pleito do domingo, mas oficiais e monitores disseram que não viram nenhuma falha séria.

 

A equipe de vigilância internacional liderada pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) incitou os governantes ucranianos a "ouvir o veredicto do povo".

 

O veredicto da OSCE foi equivalente a um apelo a Tymoshenko para que ela aceite que perdeu a briga. "Normalmente, para o bem da nação, aquele que perde dá as mãos àquele que ganha", disse o chefe da delegação de monitoração da OTAN, Assen Agov.

 

Yulia parecia estar disposta a expor sua posição nesta terça. Menos de 600 mil votos separaram os dois lados, o que reflete a profunda divisão ucraniana entre os simpatizantes de uma volta a órbita da Rússia e os favoráveis ao Ocidente. Mais de um milhão de eleitores escolheram não votar em nenhuma das duas opções, uma opção oferecida na cédula eleitoral.

 

Investidores ocidentais e a poderosa Rússia reagiram cautelosamente ao resultado do pleito, cientes de que um período prolongado de incerteza no resultado das eleições poderia enfraquecer ainda mais a economia ucraniana.

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