Sergey Bobok/AFP
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Tymoshenko vai para hospital e encerra greve de fome

Ela foi transferida da prisão onde estava detida, segundo médico Lutz Harms

AE, Agência Estado

09 Maio 2012 | 11h28

KHARKIV, UCRÂNIA - A ex-primeira-ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko encerrou nesta quarta-feira uma greve de fome de 20 dias depois de ser transferida da prisão onde estava detida para um hospital, segundo Lutz Harms, o médico alemão que a está tratando.

"Ela suspendeu a greve de fome. Agora estamos avançando para um regime normal de nutrição", disse Harms a repórteres na cidade de Kharkiv, no leste do país. "Esse processo exigirá vários dias", completou.

Segundo Yevgenia, filha de Tymoshenko, sua mãe perdeu 11 quilos durante a greve, que teve início depois de ela denunciar que sofria maus tratos na prisão.

A transferência de Tymoshenko para o hospital foi uma tentativa das autoridades ucranianas de reverter uma crescente crise diplomática gerada pelo tratamento dado a ex-premiê, num momento em que a Ucrânia se prepara para ser co-anfitriã da Eurocopa, o campeonato europeu de futebol, que começa no mês que vem.

"Ela está muito fraca e serão necessários vários dias até sua situação se estabilizar", disse o médico. "Vamos iniciar um programa terapêutico completo que levará algum tempo, muito provavelmente um mínimo de oito semanas."

Harms, um neurologista de Berlim que tem a assistência de uma equipe ucraniana, foi nomeado hoje médico oficial de Tymoshenko durante a permanência da ex-premiê no hospital.

Tymoshenko, que reclama de fortes dores nas costas por causa de uma hérnia de disco, foi condenada no ano passado a sete anos de prisão por abuso de autoridade e corrupção quando era primeira-ministra, em 2009. Ela teria assinado acordos para a compra de gás natural da Rússia que foram desvantajosos à Ucrânia, segundo acusações do governo ucraniano. A ex-premiê afirma que sofre uma perseguição política desencadeada pelo presidente Viktor Yanukovich, seu rival.

As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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