UCR buscará alianças para enfrentar Kirchner na Argentina

A convenção nacional da União Cívica Radical (UCR), principal partido de oposição na Argentina, decidiu hoje iniciar contatos com outras legendas para estabelecer alianças visando as eleições presidenciais de 2007.O encontro, encerrado hoje na cidade argentina de Rosário, não contou com a presença dos dirigentes radicais que apóiam o presidente Néstor Kirchner, o que mostrou uma divisão interna da legenda.O documento final da convenção autorizou o titular partidário, Roberto Iglesias, a iniciar o diálogo com outras forças políticas para estabelecer "acordos programáticos".Membros do partido pretendem apoiar a candidatura do peronista Roberto Lavagna, que deixou em novembro o Ministério da Economia e agora mantém um enfrentamento público com o Governo.Na convenção nacional, instância máxima de deliberação do partido, fundado em 1891, foi informado também que os distritos da legenda que não acatarem as decisões deste encontro "não poderão representar a UCR".Os dirigentes concordaram que nesses casos solicitarão à Justiça argentina a intervenção desses distritos, um sinal para os radicais que apóiam o Governo atual, entre os que se encontram cinco dos seis governadores radicais, 183 prefeitos e mais de 100 de vereadores.De qualquer maneira, não foram definidas candidaturas para as eleições do próximo ano."Os que não aceitarem as alianças do partido não estão na UCR. Dizemos basta aos que se dizem radicais e vão à Casa Rosada para seguir diretivas", sustentou Iglesias ao término do convenção."Basta a aqueles que estão em um lado e outro confundindo o povo. Os que vão atrás de outros processos eleitorais, com propostas estranhas, não estão no radicalismo, acabou", insistiu o titular da força política.Para avaliar os diálogos estabelecidos com os possíveis aliados, os dirigentes também concordaram em realizar uma nova convenção, no prazo de 60 a 90 dias.

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