Ucrânia adia formação de novo governo até quinta-feira

O Parlamento ucraniano adiou nesta terça-feira a formação de um novo governo, decisão que reflete as tensões políticas e os desafios econômicos após a queda do presidente Viktor Yanukovich, que era apoiado pela Rússia.

Agência Estado

25 de fevereiro de 2014 | 09h13

O presidente do Parlamento, Oleksandr Turchinov, que foi nomeado presidente interino após a saída de Yanukovich da capital, disse que um novo governo deve estar estabelecido na quinta-feira, em vez de hoje, como previsto anteriormente.

Turchinov está nominalmente no comando deste país estratégico, de 46 milhões de habitantes, cuja economia enfrente o risco de default.

O Parlamento demitiu alguns dos nomes ligados a Yanukovich e os substituíram por outros, mas ainda tem de escolher um novo primeiro-ministro e preencher todos os demais postos no governo. O paradeiros de Yanukovich é desconhecido e ele foi visto pela última vez na Crimeia, uma região do país favorável à Rússia.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, pediu ao novo governo ucraniano que trabalhe num programa de reformas pois, assim, o Ocidente pode estudar a concessão de ajuda financeira aos país. As declarações de Ashton foram feitas nesta terça-feira após reunião com os líderes do governo interino ucraniano.

Turchinov iniciou rapidamente o diálogo com o Ocidente. Durante reunião com Ashton na segunda-feira, ele disse que o curso na direção de uma maior integração com a Europa e da ajuda financeira da UE são "fatores chave para o desenvolvimento estável e democrático da Ucrânia".

O déficit público ucraniano está subindo e a economia pode voltar à recessão. O governo usou certa de um décimo de suas reservar estrangeiras, de US$ 17,8 bilhões, no mês passado, para sustentar sua moeda, que caiu 6% desde que os protestos começaram.

O ministro interino de Finanças disse que os país precisa de 25,5 bilhões de euros para financiar as necessidades do governo neste ano e no próximo e expressou sua esperança de recebimento de ajuda ocidental.

A campanha para a eleição presidencial de 25 de maio foi iniciada nesta terça-feira. A ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, rival de Yanukovych, é vista como a principal concorrente ao cargo. Ela foi libertada da prisão no sábado, depois de passar 2 anos presa. Seu advogado, porém, disse que ela ainda não declarou se vai ou não concorrer. Fonte: Associated Press.

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