Ucrânia admite possível referendo junto com eleição

Um dia depois de ameaçar lançar uma operação militar em larga escala para retirar militantes pró-Moscou de uma série de cidades capturadas no leste da Ucrânia no fim de semana, o presidente interino ucraniano, Oleksandr Turchynov, disse hoje que não se opõe à realização de um referendo sobre a possibilidade de conceder maior autonomia a regiões do país.

Agência Estado

14 de abril de 2014 | 07h17

Um referendo sobre maior independência do governo central em Kiev é uma das principais exigências de milícias que têm invadido prédios do governo no leste da Ucrânia.

"Tenho certeza que uma grande maioria de ucranianos nesse referendo, que, quando o Parlamento decidir, poderá ser realizado junto com a eleição presidencial, vai ser a favor de uma Ucrânia indivisível, independente, democrática e unificada", disse Turchynov durante reunião com líderes parlamentares. "Quaisquer mudanças na Constituição exigem ampla discussão em todas as regiões da Ucrânia."

A eleição presidencial da Ucrânia está marcada para 25 de maio.

Os comentários de Turchynov vieram após o prazo para militantes no leste ucraniano baixarem armas ou enfrentarem uma operação "antiterrorista" ter chegado ao fim sem sinal de ação militar.

Turchynov prometeu expulsar os militantes após um oficial das forças especiais ucranianas ter sido morto e outros cinco ficarem feridos nas proximidades de Slovyansk, numa tentativa fracassada de retomar o controle da cidade.

A Ucrânia e autoridades do Ocidente dizem que homens armados que participaram da captura de estações policiais e de outras instalações em várias cidades do país no fim de semana pareciam ser membros das forças especiais russas em uniformes não identificados, envolvidos em ações similares às que precederam a ocupação da Crimeia, antes de a república autônoma votar em referendo para abandonar o território ucraniano e se integrar à Rússia no mês passado. Moscou nega ter participação nas ocupações. Fonte: Dow Jones Newswires.

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