Ucrânia assina acordo com a UE e Rússia fala em 'consequências'

Em novembro, o mesmo acordo de livre comércio e cooperação política foi estopim de meses de protestos e violências no país 

O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 08h40

BRUXELAS - A Ucrânia assinou nesta sexta-feira, 27, um acordo de livre comércio e cooperação política com a União Europeia (UE) que tinha sido o estopim de meses de violência e revoltas no país, o que provocou a imediata ameaça russa de "consequências graves".

Em novembro, a decisão do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich de desistir de assinar esse acordo com a UE, preferindo estreitar os laços com Moscou, desencadeou meses de protesto que levaram à sua destituição do poder e fuga do país. Em seguida, a Rússia anexou a região ucraniana da Crimeia, o que provocou indignação e sanções dos Estados Unidos e da UE.

A Geórgia e a Moldávia assinaram acordos semelhantes, o que aponta para a perspectiva de ampla integração econômica e livre acesso ao mercado da UE, de 500 milhões de habitantes. Os pactos alarmaram o governo russo, que teme perder influência sobre as ex-repúblicas soviéticas.

"Ao longo dos últimos meses a Ucrânia pagou o mais alto preço possível para fazer com que seu sonho europeu se tornasse realidade", disse o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, aos lideres europeus na cerimônia de assinatura em Bruxelas.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Grigory Karasin, reagiu imediatamente dizendo que haveria "graves consequências" para a Ucrânia, informou a agência russa Interfax. / REUTERS

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