Ucrânia buscará filiação à Otan, diz primeiro-ministro

Governo apresenta projeto de lei para renunciar a status neutro e retomar aproximação com bloco militar ocidental

O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2014 | 08h23

HTTP://FOTOS.ESTADAO.COM.BR/BOMBARDEIO-A-DONETSK,GALERIA,10015,,,,0.HTM

KIEV -  O governo da Ucrânia enviou nesta sexta-feira ao Parlamento um projeto de lei para renunciar a seu status neutro atual e recuperar o processo de aproximação com a Otan iniciado pelo ex-presidente Viktor Yushchenko após a Revolução Laranja de 2004.

"De acordo com a decisão do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, o governo da Ucrânia enviou para trâmite do Parlamento o projeto de lei para cancelar o status à margem de blocos do Estado ucraniano e recuperar o curso da Ucrânia rumo à entrada na Otan", anunciou o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk.

O chefe do governo destacou que se a lei for aprovada, a Ucrânia não poderá ingressar nas organizações patrocinadas e lideradas por Moscou, como é o caso da União Aduaneira, que em palavras de Yatseniuk não é outra coisa que "a União Soviética da Federação da Rússia".

"Dirigimo-nos ao presidente da Ucrânia (...) e ao parlamento ucraniano para solicitar o trâmite imediato do projeto de lei", ressaltou Yatseniuk ao abrir uma reunião de seu governo.

Por sua vez, o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, escreveu em seu Facebook que "somente alguns loucos podem se opor a esse passo na atual situação que a Ucrânia atravessa".

Balanço. Em Genebra, na Suíça, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos divulgou um novo balanço sobre as vítimas do conflito no leste da Ucrânia. Segundo a entidade, um total de 2.593 pessoas morreram na região desde abril. 

"A tendência é clara e alarmante. Há um significante aumento no número de mortos no leste", disse Ivan Simonovic, secretário-geral assistente para Direitos Humanos da ONU, a jornalistas.

Front.  Mais cedo, rebeldes pró-Rússia disseram que vão atender a um pedido do Kremlin e abrir um "corredor humanitário" para permitir a retirada de tropas ucranianas que estão cercadas por eles.

Não ficou claro como o governo em Kiev iria reagir à oferta, sugerida pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas inicialmente os militares ucranianos deram uma resposta negativa. Num comunicado, os militares disseram que o pedido de Putin apenas demonstrava que "essas pessoas (os separatistas) são lideradas e controladas diretamente pelo Kremlin". / EFE e REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Crise na UcrâniaRússiaOtan

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.