Gleb Garanich / Reuters
Gleb Garanich / Reuters

Ucrânia começa a retirar armamentos pesados no leste do país

Exército afirma que pode alterar os planos de retirada caso as milícias separatistas retomem o ataque contra posições ucranianas

O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2015 | 10h33

KIEV -O Exército da Ucrânia começou nesta quinta-feira, 26, a retirar artilharia pesada da linha de frente de combate com rebeldes pró-Rússia no leste do país, como previsto no acordo de cessar-fogo assinado na Bielo-Rússia no dia 12. Em comunicado, o Ministério da Defesa informou que pode alterar os planos de retirada caso as milícias separatistas retomem o ataque contra posições ucranianas. 

“O governo da Ucrânia exige um cessar-fogo completo e a implementação plena do acordo de Minsk por todos seus signatários”, diz o texto. “Qualquer tentativa de ofensiva fará com que ela seja revista. O Exército ucraniano está pronto para defender o país.”

Os rebeldes começaram a retirar suas armas do front há dois dias, depois de terem concluído a tomada da cidade estratégica de Debaltsev das tropas de Kiev. A ocupação foi feita após o acordo de cessar-fogo e chegou a ameaçar a trégua. Nos últimos dias, no entanto, os confrontos na região foram interrompidos totalmente. 

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que monitora o conflito com 600 observadores, será responsável por acompanhar a retirada do material.

Antes do anúncio da Ucrânia, Michael Bociurkiw, porta-voz da missão de monitoramento da OSCE, reclamou do fato de que os dois lados fazerem poucos progressos para estabelecer os fundamentos para a retirada de armas. Isso exige que os dois lados do conflito façam uma relação das armas que possuem e forneçam detalhes sobre como e onde elas serão realocadas, disse ele. 

"Não é suficiente ser convidado para seguir o processo de remoção em parte do caminho. Tem de ser completo", afirmou ele. "Não se trata de uma lista de compras, não se pode escolher e pegar."

Os combates no leste ucraniano mataram cerca de 5.800 pessoas desde abril. Um acordo de paz assinado no início deste mês pelos líderes da Rússia e da Ucrânia, intermediado por França e Alemanha, tem como objetivo consolidar um cessar-fogo e iniciar a retirada de armamentos pesados.

A Rússia nega as acusações ucranianas de que está apoiando os rebeldes com armas e o envio de soldados, mas o Ocidente e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não acreditam na afirmação, ao mostrar fotografias de satélite de equipamentos militares russos no leste da Ucrânia  / REUTERS e AP

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