Ucrânia deve construir Exército capaz de deter agressão russa, diz Kiev

Governo ucraniano acusa Moscou de enviar ajuda militar a separatistas em Donetsk e Luhansk

O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2014 | 16h25

KIEV - A prioridade máxima da Ucrânia é construir um Exército forte o bastante para deter a agressão militar russa, disse o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, nesta sexta-feira, 14, depois que as Forças Armadas do país relataram mais mortes em um conflito separatista. "Construir um Exército que seja capaz de parar a agressão da Rússia é a tarefa número um."

A Ucrânia acusa Moscou de enviar soldados e armas para ajudar os rebeldes pró-Rússia do leste ucraniano a lançar uma nova ofensiva, em um conflito que já matou mais de quatro mil pessoas.

O aumento da violência, desrespeitos ao cessar-fogo e relatos de comboios armados sem identificação que entram na Ucrânia a partir da fronteira russa têm despertado temores de que a frágil trégua firmada em 5 de setembro possa entrar em colapso.

Um porta-voz militar ucraniano disse que bombardeios entre as forças governamentais de Kiev e os rebeldes continuaram nas últimas 24 horas nas regiões de Donetsk e Luhansk, resultando na morte de um soldado e uma criança de cinco anos, em ataques diferentes.

A perspectiva de uma guerra no leste ucraniano aumentou a pressão sobre a economia em dificuldades do país, levando a moeda local, grívnia, a desabar e a uma alta expressiva nos custos de empréstimos.

Yatseniuk disse não esperar que a economia cresça antes de 2016 e sugeriu o atual vice-ministro das Finanças, Vitaly Lisovenko, para o cargo de ministro das Finanças em um novo governo de coalizão. /REUTERS

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