Alexander Zemlianichenko / AP
Alexander Zemlianichenko / AP

Ucrânia diz que militares estão em alerta máximo para ataque russo

Presidente interino ucraniano diz que é importante evitar 'agitação separatista' no leste do país

O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2014 | 08h57

KIEV - As Forças Armadas da Ucrânia estão em alerta militar máximo em caso de uma invasão russa, disse o presidente interino do país nesta quarta-feira, 30, reiterando preocupações sobre a grande presença de tropas russas perto da fronteira.

"Eu mais uma vez retorno ao perigo real de a Federação Russa iniciar uma guerra terrestre contra a Ucrânia", disse Oleksander Turchinov em uma reunião de governadores em Kiev, segundo a agência de notícias Interfax-Ucrânia. "Nossas Forças Armadas foram postas em prontidão militar total", acrescentou.

O presidente ressaltou que o objetivo agora é evitar que a "agitação separatista" se espalhe para outros territórios e regiões. "Vou ser franco: hoje, as forças de segurança são incapazes de tomar o controle rapidamente nas regiões de Donetsk e Lugansk", disse Turchynov em reunião com governadores regionais. "Os órgãos de segurança também não são capazes de desempenhar suas funções de proteção ao cidadão ucraniano. Algumas unidades militares estão ajudando ou cooperando com as organizações terroristas."

Turchynov instruiu os governadores a tentar impedir que a ameaça dos manifestantes separatistas se estenda para as regiões mais centrais e ao sul da Ucrânia. "Mercenários que estão atuando em território ucraniano já tem planos de atacar essas regiões. É por isso que enfatizo: a nossa tarefa é tentar interromper a propagação desses terroristas", afirmou.

A Rússia afirma que não tem planos de invadir o leste da Ucrânia, após ter anexado a península da Crimeia em março, mas as declarações de Turchinov deixam claro que o governo pró-Ocidente de Kiev não vê razão para diminuir o alerta de suas forças.

Kiev acusa Moscou de orquestrar uma revolta armada de separatistas que falam russo no leste da Ucrânia. / AP e REUTERS

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