Ucrânia diz ter provas de que não abateu avião russo

A Ucrânia divulgou hoje o que chamou de provas de que não foi um míssil ucraniano que abateu um avião russo com 78 pessoas a bordo no mar Negro. "A informação que temos é a prova de que o Ministério da Defesa da Ucrânia não está envolvido nessa tragédia", disse o general Volodymyr Tkachov, comandante da Defesa Aérea da Ucrânia numa entrevista coletiva na capital, Kiev. Funcionários dos serviços de inteligência americanos acreditam que o avião tenha sido atingido por um míssil ucraniano S-200 ou SA-5 durante manobras militares na Península da Criméia, que avança pelo mar Negro. Os mísseis S-200 e SA-5 são do tipo terra-ar e foram construídos para derrubar bombardeiros voando a altas altitudes. O general Tkachov disse que um míssil S-200 que havia errado o alvo e caído a cerca de 80 quilômetros do local do lançamento, já estava na água no momento do desastre. Outro míssil, um S-300 destruiu seu alvo a cerca de seis quilômetros de distância de seu ponto de lançamento, segundo Tkachov. Os momentos do disparo de outros 21 mísseis usados nas manobras não coincidem com a hora da queda, na quinta-feira. Tkachov divulgou um vídeo mostrando a trajetória dos dois mísseis e traçou sua rota num mapa. O Tupolev 154 da Sibir Airlines, que viajava de Tel-Aviv para Novosibirsk, na Sibéria, explodiu em pleno ar e caiu no mar Negro a 180 quilômetros da cidade costeira russa de Adler, nas proximidades de Sochi. A maioria das vítimas era de imigrantes israelenses nascidos na Rússia.

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