Ucrânia e rebeldes separatistas fazem troca de prisioneiros

Kiev entregou 222 prisioneiros e os insurgentes entregaram 145, de acordo com uma agência de notícias russa

O Estado de S. Paulo

26 de dezembro de 2014 | 18h42

O governo da Ucrânia e os rebeldes separatistas pró-Rússia do leste do país trocaram quase 370 prisioneiros nesta sexta-feira, em um passo para reduzir as hostilidades na região. Kiev entregou 222 prisioneiros e os insurgentes entregaram 145, de acordo com a agência de notícias russa RIA-Novosti.

Já a agência Interfax, citando Svyatoslav Tsegolko, porta-voz da Presidência da Ucrânia, disse que o governo libertou 146 prisioneiros nesta sexta-feira e que outros quatro seriam soltos no sábado.

O número de prisioneiros a serem libertados variou ao longo do dia, marcado por tensões entre as duas partes. Os primeiros ônibus com rebeldes libertados já chegaram a um ponto de troca ao norte da cidade de Donetsk, o principal reduto separatista. Durante o dia, a ombudsman de direitos humanos dos rebeldes, Darya Morozova, chegou a dizer que a troca havia sido adiada para o sábado, segundo a agência Tass.

O dia também foi marcado pelo anúncio de que a Ucrânia suspendeu o fornecimento de energia elétrica e o transporte ferroviário de passageiros e de carga para a Crimeia.

A TV estatal russa mostrou os prisioneiros de guerra ucranianos entrando em ônibus que os levariam ao ponto de troca. Nesse local, os prisioneiros eram chamados em grupos de dez e funcionários das duas partes verificaram a identidade de cada um deles.

A troca estava inicialmente marcada para o começo desta semana, e o adiamento afetou as conversações de paz que estavam acontecendo em Minsk, capital da vizinha Bielorrússia; uma reunião que estava prevista para esta sexta-feira foi suspensa, sem data para que o diálogo recomece.

Os combates começaram em abril, um mês depois de os eleitores da península da Crimeia, no leste da Ucrânia, votarem pela reintegração da região à Rússia (à qual ela pertencia até 1954; até 1991, tanto a Rússia como a Ucrânia faziam parte da União Soviética).

Esta semana, o Parlamento ucraniano decidiu que a Ucrânia abandonaria o status de país não alinhado, primeiro passo para uma possível entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar liderada pelos EUA formada depois do fim de 2.ª Guerra para confrontar a URSS. / AP

Tudo o que sabemos sobre:
Ucrâniarebeldesprisioneiros

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.