Ucrânia e Rússia retomam conversas sobre gás natural

O encontro diplomático entre Rússia e Ucrânia para tentar resolver o impasse na disputa do fornecimento de gás ainda não chegou a um acordo, apesar dos líderes terem se reunido madrugada adentro nesta quinta-feira. O acerto entre os países depende principalmente da capacidade de Kiev em obter financiamento para conseguir pagar pelo serviço adiantado.

Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2014 | 09h13

"Nós concordamos em continuar trabalhando e prosseguir com as negociações neste dia 30 de outubro", informou o ministro da Energia da Rússia, Alexandre Novak, à agência de notícias Interfax. Segundo um emissário da União Europeia ouvido pela Associated Press, as negociações da madrugada terminaram sem acordo, mas com um rascunho para um "entendimento comum" entre Rússia e Ucrânia que será analisado pelos dois países.

A expectativa dos países europeus é a de que o acordo possa ser firmado ainda esta semana, quando se encerra o mandato do comissário da União Europeia para a energia, Günther Oettinger. Os líderes tentam impedir problemas similares ocorridos em 2006 e 2009, quando houve escassez de gás na Ucrânia e em diversos países do bloco.

Para encerrar a disputa, a Ucrânia precisa assegurar US$ 1,6 bilhão para pagar o fornecimento de gás relativo aos meses de novembro e dezembro. O governo ucraniano disse que conseguiria pagar US$ 3,1 bilhões em dívidas passadas com a companhia russa de gás até o final do ano, mas ainda não esclareceu como pretende levantar o valor para o pagamento adiantado. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou na semana passada que Kiev poderá necessitar de um empréstimo-ponte para realizar o pagamento à Gazprom. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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