Alex Brandon/AP
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Ucrânia expressou preocupação com retenção de ajuda dos EUA, diz funcionária do Pentágono

Declaração significa que Kiev estava ciente do congelamento no momento de uma polêmica ligação telefônica com o presidente Donald Trump, em julho

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2019 | 23h30

WASHINGTON - A Ucrânia manifestou preocupação com a retenção da ajuda americana em julho, antes do que se sabia até agora, o que significa que Kiev estava ciente do congelamento no momento de uma polêmica ligação telefônica com o presidente Donald Trump, disse uma autoridade do Pentágono nesta quarta-feira, 20. 

Laura Cooper, a autoridade do Pentágono responsável pelo país, testemunhou ao Congresso que a Ucrânia a contatou em 25 de julho, no mesmo dia em que Trump falou com o presidente Volodmir Zelenski em uma ligação que desencadeou uma investigação de impeachment. 

Sob juramento perante a Comissão de Inteligência da Câmara, Cooper disse que recebeu e-mails em 25 de julho dizendo que a embaixada ucraniana em Washington e a Comissão de Relações Exteriores da Câmara estavam perguntando sobre a assistência. 

"Eu diria que, especificamente, a equipe da embaixada ucraniana perguntou: 'O que está acontecendo com a assistência de segurança ucraniana?'", disse Cooper. 

Perguntada pelo presidente da Comissão, o deputado democrata Adam Schiff, se os ucranianos estavam "preocupados", Cooper respondeu: "Sim, senhor". 

Trump é acusado de reter ajuda indevidamente e de propiciar uma cúpula com Zelenski enquanto pressionava a Ucrânia para iniciar uma investigação sobre seu possível adversário democrata nas eleições de Joe Biden

Trump no telefonema pediu a Zelenski "um favor". Os defensores de Trump argumentaram, em parte, que seu esforço não foi impróprio, pois a Ucrânia não sabia sobre a retenção da ajuda. 

Kurt Volker, o enviado especial dos EUA para a Ucrânia, disse que não estava ciente do congelamento da ajuda até o site de notícias Politico publicar um artigo, no fim de agosto. 

Cooper disse que sua equipe recebeu os emails em 25 de julho e ela não havia sido informada pessoalmente sobre eles até que fez uma pesquisa em preparação para sua aparição no congresso./ AFP 

 

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