Olga Ivashchenko / AP
Olga Ivashchenko / AP

Ucrânia expulsa militantes pró-Rússia de prédios públicos no leste do país

Moscou diz que iniciativa do governo interino pró-Ocidente pode levar país 'à guerra civil'

O Estado de S. Paulo,

08 de abril de 2014 | 09h01

KIEV - Policiais do Ministério do Interior da Ucrânia expulsaram na madrugada desta terça-feira, 8, manifestantes pró-Rússia que ocupavam prédios públicos na cidade de Kharkiv, no leste do país. Ao menos 70 deles foram presos, em uma ação que teve como objetivo retomar o controle sobre a região, em meio a temores de potências ocidentais de que a região seja invadida pela Rússia.

A operação foi anunciada pelo Ministro do Interior interino Arsen Avakov. Segundo ele, os prédios foram desocupados sem o uso de armas de fogo, com base na ação de tropas especiais. Em outras cidades, como Donetsk e e Lugansk, manifestantes seguem controlando prédios públicos. "Nós, do Ministério do Interior, escolhemos proteger a integridade e a independência da Ucrânia", escreveu o ministro.

Em resposta à iniciativa do governo ucraniano, o Kremlin divulgou um comunicado no qual acusou Kiev de incorporar militantes nacionalistas de extrema direita e mercenários americanos em suas tropas que desocuparam os prédios. "Pedimos imediatamente o fim de quaisquer ações militares, que aumentam o risco de uma guerra civil", disse o Ministério russo das Relações Exteriores por meio de nota.

De acordo com a chancelaria russa, eles pertencem à Greystone, a antiga Blackwater, conhecida por abusos cometidos durante a Guerra do Iraque. A companhia nega. 

Russos étnicos do leste da Ucrânia decretaram ontem a independência de Donetsk, importante centro industrial do leste do país e

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