Ucrânia fará pedido de adesão à UE em 2020, diz Poroshenko

Presidente apresentará plano de reformas sociais e econômicas e diz que nas últimas 24 horas não houve registro de mortos no leste

O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 14h47

KIEV - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse que apresentará um amplo plano de reformas sociais e econômicas nesta quinta-feira, 25, que permita à ex-república soviética estar apta a se candidatar a membro da União Europeia dentro de seis anos.

O Parlamento da Ucrânia ratificou no dia 16 um acordo histórico de relações mais estreitas com a UE, embora a implementação da parte comercial do pacto tenha sido adiada para janeiro de 2016, no intuito de apaziguar a Rússia, que afirma que o acordo irá prejudicar seus mercados.

Moscou ameaçou tomar medidas para proteger seu mercado pois uma associação entre e a Ucrânia e a UE prejudicaria a economia russa, que teria o mercado cheio de produtos europeus baratos e de boa qualidade.

Em um pronunciamento para juízes ucranianos, Poroshenko também disse que, pela primeira vez em muitos meses, não foram registrados nem feridos nem mortos nas últimas 24 horas no conflito com os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, num indício de que o cessar-fogo firmado no dia 5 "finalmente começou a funcionar".

"Apresentarei o meu plano para o desenvolvimento da Ucrânia, a nossa estratégia para o período até 2020", disse Poroshenko. "A estratégia prevê 60 reformas separadas e programas especiais, que prepararão a Ucrânia para pedir a adesão à União Europeia num prazo de seis anos", afirmou.

Segundo o presidente, uma das principais reformas será a modificação do sistema judiciário, pois considera necessário restabelecer a confiança da sociedade nos juízes.

Um decreto promulgado na quarta por Poroshenko e publicado nesta quinta determina a elaboração de um projeto de lei para que a Ucrânia renuncie ao status de país não-alinhado, que não permite a entrada na Otan. O Conselho Nacional de Segurança e Defesa considerou uma prioridade o desenvolvimento de relações estratégicas com parceiros como os EUA, a UE e a Otan. / EFE e REUTERS

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