Ucrânia faz acordo para ter armas de países da Otan, diz Poroshenko

Segundo presidente ucraniano, separatistas pró-Rússia entregaram prisioneiros de guerra, ponto decidido quando trégua foi assinada

O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2014 | 17h40


KIEV - O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse nesta segunda-feira, 8, que fechou acordo com alguns Estados membros da Otan sobre o envio direto de armas para a Ucrânia, disse a agência de notícias russa RIA Novosti, citando um comunicado presidencial.

"Um acordo foi feito com uma série de países da Otan sobre entregas diretas de armas modernas que nos ajudarão a nos proteger e a vencer", disse o comunicado, segundo a RIA.

Um importante assessor de Poroshenko disse, no domingo 7, que Kiev tinha fechado acordo durante cúpula da Otan no País de Gales sobre o fornecimento de armas e especialistas militares com cinco países membros da Otan, mas quatro dos cinco citados rapidamente negaram tal informação.

Kiev e os separatistas pró-Rússia assinaram um acordo de cessar-fogo na sexta-feira e parte desse acordo foi cumprida pelos rebeldes nesta segunda. Poroshenko afirmou que 1.200 prisioneiros de guerra foram entregues à Ucrânia.

Os dois lados do conflito devem trocar todos os seus prisioneiros de guerra, diz o acordo. O presidente ucraniano fez o anúncio durante visita a Mariupol, cidade portuária alvo de uma ofensiva dos rebeldes na semana passada antes da entrada em vigor do cessar-fogo. / REUTERS

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