Ucrânia lembra o 23º aniversário do desastre de Chernobyl

Avaria do reator da usina nuclear teria causado mais de 100 mil mortes na Ucrânia, Rússia e Belarus

EFE

26 de abril de 2009 | 05h18

Com diversos atos solenes e ofícios religiosos a Ucrânia lembra neste domingo o 23º aniversário do desastre na usina nuclear de Chernobyl, a maior catástrofe na história do uso pacífico da energia atômica. "A catástrofe de Chernobyl foi uma tragédia nacional, cuja consequências são sentidas até hoje", disse o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, em mensagem à população.

 

O governante ressaltou que "os ucranianos estiveram nas primeiras fileiras daqueles que ao preço de suas vidas e saúde salvaram a Europa de um perigo mortal". À 1h24 do dia 26 de abril de 1986 duas explosões no reator número quatro da usina de Chernobyl marcaram um antes e um depois na história do uso pacífico da energia atômica.

 

A central, cuja avaria foi provocada por uma cadeia de erros humanos, técnicos e de construção, jogou na atmosfera cerca de 200 toneladas de material físsil com uma radioatividade equivalente a entre 100 e 500 bombas atômicas como a que foi lançada sobre Hiroshima.

 

Mais de 600 mil bombeiros, soldados, funcionários e voluntários soviéticos participaram dos trabalhos para tapar o reator destruído e conter a radiação letal, façanha que mais tarde representaria para muitos a morte ou a invalidez por toda a vida.

 

Segundo cálculos de especialistas ucranianos, a avaria de Chernobyl tirou mais de 100 mil vidas na Ucrânia, Rússia e Belarus - os outros dois países mais afetados pelo desastre -, número que organizações ambientalistas, como o Greenpeace, elevam para 200 mil.

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