Ucrânia: Merkel, Putin, Poroshenko e Hollande podem se reunir na quarta-feira

Os chefes de governo de quatro países europeus concordaram em fazer uma reunião de cúpula nesta quarta-feira em Minsk, na Belarus, na tentativa de chegar a uma "solução ampla" para o conflito na Ucrânia. Angela Merkel, da Alemanha, François Hollande, da França, Vladimir Putin, da Rússia e Petro Poroshenko, da Ucrânia, discutiram a ideia durante uma teleconferência nesta domingo, disse um porta-voz da chanceler alemã.

AE-DOW JONES, Estadão Conteúdo

08 de fevereiro de 2015 | 17h09

Representantes dos quatro países continuarão a trabalhar em uma proposta de acordo nesta segunda-feira em Berlim, informou o porta-voz. Putin, citado pela agência russa Interfax, fez a ressalva de que o encontro de cúpula da quarta-feira só acontecerá "se conseguirmos concordar em torno de uma série de posições que temos discutido intensamente".

Nos últimos dias, as divergências entre os EUA e seus aliados europeus sobre como lidar com a crise ucraniana ganharam destaque na Conferência de Segurança de Munique. Durante o encontro anual de representantes dos EUA e de seus aliados, Washington indicou que é favorável ao fornecimento de armas para o governo do presidente ucraniano Petro Poroshenko. A Alemanha e outros países europeus são contra.

Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Stenmeier, reuniu-se com um grupo de senadores norte-americanos do Partido Republicano que estão em visita à Alemanha. Para esses senadores, Berlim está "voltando as costas à Ucrânia" ao se opor ao fornecimento de armas a Kiev. "Vejo isso, para dizer abertamente, não apenas como arriscado, mas também como contraproducente. Já não estamos perto de um ponto de não-retorno, no qual as soluções na mesa de negociações acabam desaparecendo?", questionou o ministro alemão.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, apressou-se a dizer que "não há divisão" entre seu país e os aliados europeus, mas anunciou que os EUA vão prover mais "assistência" à Ucrânia, além de apenas ajuda econômica - deixando a porta aberta para o eventual fornecimento de armas norte-americanas para Kiev.

Um alto funcionário da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) disse durante entrevista coletiva em Munique que há o temor de que entregas de armas ao governo ucraniano "possa tornar essa crise em um conflito no qual a Rússia defenderia sua própria existência contra a Otan" - referência à Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar formada pelos EUA e seus aliados em 1948 para confrontar a Rússia (então União Soviética). Fonte: Dow Jones Newswires.

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