Ucrânia não vai investigar ferimentos de Tymoshenko

O governo da Ucrânia se recusou, nesta sexta-feira, a abrir uma investigação criminal a respeito do suposto espancamento da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko e disse que seus ferimentos provavelmente foram decorrentes de uma colisão com algum objeto.

AE, Agência Estado

04 Maio 2012 | 12h35

O promotor-geral Viktor Pshonka disse que investigadores da cidade de Kharkiv, leste do país, onde Tymoshenko cumpre uma sentença de prisão de sete anos, examinaram todo o material e decidiram que não há bases para uma investigação criminal.

"Não há razões para acreditar que ela foi espancada", disse Pshonka durante coletiva de imprensa.

O escritório da promotoria havia anteriormente concluído que os ferimentos no estômago de Tymoshenko provavelmente foram provocados pela "colisão com algum objeto" como a cabeceira de uma cama, "mas não por um soco".

Tymoshenko disse ter sido espancada e maltratada por três guardas que a estavam transportando a líder da Revolução Laranja para um hospital público, contra sua vontade, em 20 de abril.

Ela iniciou uma greve de fome naquele dia. O tratamento dispensado a ela pode resultar num amplo boicote europeu aos jogos de futebol da Eurocopa 2012 que serão realizados na Ucrânia, coanfitrião do torneio, a partir de 8 de junho.

A decisão anunciada nesta sexta-feira é uma resposta a um pedido formal do presidente Viktor Yanukovych, rival político de Tymoshenko que está sob crescente pressão para libertar a ex-premiê.

Visita médica

O médico alemão Karl Max Einhaeupl, que já havia examinado Tymoshenko duas vezes, recebeu permissão para ver a prisioneira nesta sexta-feira e verificar seu estado de saúde, informou o serviço prisional ucraniano.

Einhaeupl, que é diretor da clínica Charite, de Berlim, foi acompanhado por médicos ucranianos durante o exame. Tymoshenko sofre de sérios problemas de coluna.

A ex-primeira-ministra não recebeu permissão para ver seu advogado nesta sexta-feira "em razão da visita de uma comissão internacional envolvendo médicos alemães e ucranianos", disse o serviço prisional.

A Alemanha tem feito repetidas ofertas de tratamento para Tymoshenko, mas a Ucrânia recusou, citando a legislação processual penal. As informações são da Dow Jones.

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