Ucrânia nega venda de armas ao Iraque

O governo da Ucrânia voltou a rejeitar nesta terça-feira as suspeitas manifestadas pelos EUA de que Kiev poderia ter vendido recentemente ao Iraque peças para usar em seu sistema de mísseis. "Trata-se de uma acusação absolutamente carente de fundamentos", disse o ministro de Defesa ucraniano, Volodomyr Shkidcenko, citado pela agência de notícias Interfax-Ukraina. "Nós controlamos o destino dos sistemas militares que produzimos", acrescentou Shkidcenko ao assegurar que nenhuma tecnologia estratégica ucraniana pode ser vendida ao Iraque em violação ao embargo imposto pela ONU. Os EUA anunciaram nesta segunda-feira que haviam suspendido o envio a Kiev de uma ajuda de US$ 55 milhões, com base em informações da Inteligência que consideravam possível que a Ucrânia tivesse vendido a Bagdá um míssil terra-ar denominado Kolchuga.A fonte que informou sobre este acordo foi um ex-guarda-costas do presidente ucraniano Leonid Kuchma, a quem o governo de Kiev considera um personagem pouco confiável - uma espécie de agente provocador financiado pelos opositores do chefe de Estado. Um dos líderes da oposição interna a Kuchma, o ex-premier pró-ocidental Viktor Iushenko, ao falar nesta terça-feira em Kiev durante uma manifestação de protesto contra o presidente, disse que se existirem acordos comerciais com o Iraque no âmbito militar é preciso haver "clareza absoluta" a esse respeito por parte do governo. Na semana passada, o presidente de outra ex-república soviética, o bielo-russo Aleksandr Lukashenko, por sua vez também desmentiu categoricamente notícias divulgadas pela imprensa dos EUA e da Grã-Bretanha que asseguravam que Minsk estava vendendo armamentos ao Iraque.

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