Alain Jocard/AFP
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Ucrânia pede aos países ocidentais mais armas contra Rússia

Ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, também pediu sanções mais duras contra Moscou

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2022 | 16h44

WASHINGTON - Antes de conversas com seu homólogo americano, Antony Blinken, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, disse nesta quinta-feira, 22, que os países ocidentais deveriam intensificar o envio de armas para seu país, para ajudá-lo a resistir contra a Rússia.

"Esta manhã, enviei uma carta ao secretário britânico das Relações Exteriores, pedindo armas defensivas adicionais para a Ucrânia", disse Kuleba em entrevista coletiva na embaixada ucraniana em Washington, acrescentando que também as pedirá aos Estados Unidos "Mobilizaremos o mundo inteiro para conseguir tudo o que precisamos para reforçar nossa capacidade defensiva", afirmou. 

O presidente russo Vladimir Putin reconheceu na segunda-feira como "repúblicas" as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, em um acordo que prevê também defender esses grupos da região ucraniana do Donbass.

O ministro ucraniano também informou que "fez um apelo à União Europeia para deixar de lado qualquer dúvida, relutância e todo o ceticismo existente nas capitais europeias e prometer à Ucrânia uma futura adesão". 

Embora tenha aplaudido a "forte" decisão da Alemanha de suspender a autorização do gasoduto russo-alemão Nord Stream 2 depois que Moscou reconheceu como independentes os territórios separatistas na Ucrânia, Kuleba defendeu "mais sanções duras". "O cálculo de Putin era que sua decisão não teria consequências. E na ausência de castigo, aumentam as ganas de agressão", disse. 

Putin pediu nesta terça-feira à câmara alta do Parlamento que autorize o envio de tropas para o leste do território da Ucrânia. 

Não foi revelado quando aconteceria essa mobilização militar russa, mas o pedido aumenta o temor de uma guerra de grande alcance, já que a Rússia possui dezenas de milhares de militares já presentes nas fronteiras da Ucrânia. /AFP

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