REUTERS/Anton Vaganov
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Ucrânia proibirá russos em seu território de votar em eleição presidencial

Comissão Eleitoral Central russa alega que Kiev descumprirá obrigações internacionais se não permitir que seus cidadãos escolham próximo ocupante do Kremlin; autoridades ucranianas vigiarão representações diplomáticas russas em Kiev, Kharkov, Odesa e Lviv

O Estado de S.Paulo

16 Março 2018 | 16h59

KIEV - A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira, 16, que seu governo não permitirá que os cidadãos russos residentes no país votem nas eleições presidenciais da Rússia do próximo domingo, 18, com a única exceção dos diplomatas. Em uma mensagem no Facebook, o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, anunciou que os agentes que vigiam as representações diplomáticas russas em Kiev, Kharkov, Odesa e Lviv "não deixarão entrar os cidadãos russos que forem aos edifícios para votar".

Além disso, Avakov advertiu que a Polícia Nacional e a Guarda Nacional reforçarão a segurança para garantir "a devida proteção" de todas as missões e instituições diplomáticas da Rússia, bem como os seus arredores.

O Ministério do Interior justificou esta decisão porque a Rússia, até o momento, "não abandonou suas intenções ilegítimas" e provocativas contra o Estado ucraniano - em referência aos territórios ucranianos ocupados por tropas russas e milícias pró-russas -, e considerou que tais eleições "violam as leis ucranianas".

Por sua vez, a Comissão Eleitoral Central (CEC) russa denunciou que a proibição de votar aos cidadãos russos residentes na Ucrânia "contradiz" a Convenção de Viena e constitui um não cumprimento das obrigações internacionais de Kiev.

"A declaração de Avakov de que limitará o acesso aos cidadãos russos que têm um direito eleitoral ativo está em desacordo com duas convenções internacionais e um acordo bilateral russo-ucraniano", disse Vasiliy Likhachev, membro da CEC russa.

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O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) também advertiu que seus cidadãos poderão ser acusados pela via penal se colaborarem nas eleições presidenciais russas em território da península da Criméia, anexada pela Rússia desde 2014.

"O SBU adverte aos cidadãos ucranianos sobre sua responsabilidade penal se fizerem parte da promoção e organização das eleições presidenciais (russas) ilegais no território anexado da República Autônoma da Crimeia", aponta um comunicado dos serviços de inteligência. De acordo com o SBU, estas ações constituem um delito, por isso, o órgão está investigando a atividade "ilegítima" da CEC russa na Crimeia, território que segue reivindicando como próprio quatro anos após sua anexação pela Rússia. / EFE e AFP

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