Alisa Yakubovych/EFE/EPA - 27/02/2022
Alisa Yakubovych/EFE/EPA - 27/02/2022

Ucrânia protocola processo contra a Rússia no Tribunal de Haia

As tropas ucranianas têm resistido ao avanço militar russo na capital Kiev, enquanto os bombardeios aumentam na tentativa da Rússia de tomar o controle da cidade

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2022 | 10h37

KIEV - A Ucrânia foi ao Tribunal Penal Internacional contra a Rússia, para que sua jurisdição ordene que Moscou cesse as hostilidades, informou o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, neste domingo, 27. 

"A Rússia deve ser responsabilizada por ter manipulado a noção de genocídio para justificar a agressão. Pedimos uma decisão urgente ordenando que a Rússia pare com sua atividade militar e esperamos que as audiências comecem na próxima semana", disse em um tuíte. 

Em um dia marcado por combates e bombardeios, as tropas russas continuam a avançar sobre o território ucraniano, atacando infraestruturas estratégicas do país. Kiev voltou a ser bombardeada e cidades no sul do país foram cercadas pelas forças russas - que também entraram em Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia.

A Corte Penal Internacional, com sede em Haia, capital holandesa, não tem mandato para apresentar acusações criminais contra Estados, mas pode julgar indivíduos por crimes de guerra. O tribunal é a instituição judicial suprema das Nações Unidas. 

O Kremlin justificou sua operação, a qual chama de 'desmilitarização', na Ucrânia como uma tentativa de impedir a suposta perseguição à minoria de língua russa do país. 

A comunidade internacional condenou repetidamente a invasão como uma violação flagrante do direito internacional. /AFP

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