Ucrânia quer que ajuda humanitária russa seja verificada

O vice-chefe da administração presidencial ucraniana, Valeriy Chaly, afirmou que Kiev havia aceitado um acordo pelo qual a ajuda humanitária chegaria até a fronteira e seria recolocada em caminhões aprovados pela Cruz Vermelha.

Priscila Arone, Agência Estado

12 de agosto de 2014 | 09h29

Um comboio de 280 caminhões russos, supostamente com ajuda humanitária para a população do leste da Ucrânia, se encaminhava para a região nesta terça-feira, mas Kiev disse que não vai permitir a entrada da missão no país por que ela não foi certificada pela Cruz Vermelha e pode ser um disfarce para uma operação militar.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse não ter informação sobre o que há nos caminhões ou para onde eles se dirigem. Isso levanta temores na Ucrânia e no Ocidente, onde os líderes expressaram preocupação de que a Rússia pode usar a iniciativa como pretexto para enviar tropas para o território comandado por separatistas.

A Ucrânia afirma também que a ajuda russa deve entrar no país por meio de passagens controladas pelo governo. Atualmente, ao menos 100 quilômetros de fronteira estão sob controle dos rebeldes.

Chaly disse que um bom ponto para a transferência dos bens enviados pela Rússia seria entre a região russa de Belgorod e a região ucraniana de Carcóvia, onde não tem havia conflitos. Ele disse que qualquer tentativa de levar ajuda humanitária para a Ucrânia sem autorização devida será encarada como um ataque ao país.

Alexander Drobyshevsky, porta-voz do Ministério para Assuntos Emergenciais da Rússia, que conduz a missão, disse à Associated Press que sua organização "ainda não definiu" o local onde os caminhões cruzarão a fronteira. Segundo ele, pode levar dias até que o comboio chegue à Ucrânia./ COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS

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