Ucrânia quer reforço da segurança para evitar 'terrorismo' em eleição

Ucrânia quer reforço da segurança para evitar 'terrorismo' em eleição

Premiê ucraniano afirma que russos podem tentar desestabilizar eleição; separatistas dizem que querem retomar pontos em Donetsk

O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 11h47

KIEV - O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, alertou nesta quinta-feira, 23, sobre possíveis tentativas da Rússia de desestabilizar a eleição parlamentar ucraniana de domingo e determinou um reforço na segurança para prevenir a realização de "atos terroristas".

"Está claro que tentativas de desestabilizar a situação continuarão e serão provocadas pelo lado russo. Eles não tiveram sucesso durante a eleição presidencial (em maio) mas seus planos permanecem", disse Yatseniuk em reunião com os chefes de segurança e monitores eleitorais.

"Nós precisamos de mobilização total de todo sistema de segurança para prevenir violações do processo eleitoral e qualquer tentativa de atos terroristas durante a eleição", acrescentou.

Uso de força. Os separatistas pró-Rússia ameaçaram nesta quinta recuperar à força as fortificações perdidas na região ucraniana de Donetsk após acusar Kiev de violar a trégua nas regiões de Donetsk e Luhansk, pedida nessa semana pelos presidentes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Petro Poroshenko.

"Kramatorsk, Mariupol e Slaviansk serão nossas. Temos intenção de conquistá-las, de recuperá-las. Portanto, ainda não estão descartadas ações militares violentas", afirmou Aleksandr Zakharchenko, líder da autoproclamada República Popular de Donetsk.

Em declarações a agências russas, Zakharchenko disse que a trégua só é respeitada pelas milícias rebeldes. Na segunda-feira, ele afirmou que os recentes ataques governamentais com armamento pesado contra Donetsk encerraram qualquer possibilidade de diálogo com as autoridades de Kiev.

Os insurgentes admitiram que a tensão é constante na cidade de Gorlovka, um dos principais redutos pró-Rússia, e na parte oriental de Donetsk.

O comando militar ucraniano denunciou um novo ataque dos rebeldes contra o aeroporto, onde as forças governamentais continuam em posse da torre de controle.

Após uma reunião com o presidente ucraniano na sexta-feira, em Milão, Putin reconheceu que tanto os separatistas como as forças governamentais descumprem o cessar-fogo e o Memorando de Minsk, assinado no dia 19 de setembro. / EFE e REUTERS

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