Ucrânia retira forças da Crimeia

Ucrânia retira forças da Crimeia

Presidente interino do país diz que pressão russa o obrigou a sair da península

O Estado de S. Paulo,

24 de março de 2014 | 09h55

KIEV - A Ucrânia retirou suas forças da Crimeia diante das ameaças e da pressão das Forças Armadas russas, disse o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, nesta segunda-feira.

Falando ao Parlamento depois que tropas russas tomaram uma importante base naval em Feodosia, coroando uma tomada gradual de unidades militares ucranianas na península, Turchinov disse que a decisão levou em conta "as ameaças às vidas e à saúde de nosso pessoal" e de suas famílias.

"O Conselho de Defesa e Segurança Nacional instruiu o Ministério da Defesa a realocar as unidades militares na Crimeia e promover a evacuação de suas famílias", disse.

Haia. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou na Europa nesta segunda-feira para uma viagem de uma semana na tentativa de discutir a crise na Ucrânia e anunciar novas sanções contra a Rússia. A primeira parada do presidente norte-americana foi no Rijksmuseum, em Amsterdã, para um encontro informal com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Assim como outros representantes europeus, Rutte tem demonstrado preocupações sobre o movimento das tropas russas ao longo da fronteira oeste, com a Ucrânia. "Estamos unidos em impor um custo para a Rússia sobre suas ações até agora", disse Obama após a reunião.

"Em todas as minhas discussões com os líderes europeus, a minha mensagem será de que a Rússia precisa entender as consequências políticas e econômicas de suas ações na Ucrânia", disse Obama em uma entrevista publicada no jornal holandês Volkskrant.

Os EUA, contudo, fizeram questão de recuar da possibilidade de uma possível batalha entre o Oriente e o Ocidente. "Esse é um tipo de pensamento que deveria ter terminado na Guerra Fria", disse o presidente norte-americano. "Pelo contrário, é importante que a Ucrânia tenha uma boa relação com os Estados Unidos, Rússia e Europa", afirmou. / AP e REUTERS

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