Ucrânia: saída de premiê não atende pedidos da oposição

O primeiro-ministro da Ucrânia, Mykola Azarov, apresentou sua renúncia nesta terça-feira, dizendo esperar que a medida ajude numa resolução pacífica para a crise política que atinge o país há dois meses.

Agência Estado

28 de janeiro de 2014 | 08h41

Sua renúncia significa a saída de uma das pessoas mais desprezadas pela oposição. A decisão foi apresentada ao presidente Viktor Yanukovych no mesmo dia em que o Parlamento realiza uma sessão especial que, espera-se, deve revogar as leis contra as manifestações que foram aprovadas neste mês. A legislação provocou confrontos entre policiais e manifestantes que resultaram na morte de três pessoas.

A renúncia deve ser aceita por Yanukovych, mais isso parece ser apenas uma formalidade. Na semana passada, o presidente ofereceu o cargo de premiê a Arseniy Yatsenyuk, um dos principais líderes da oposição, que recusou a oferta na segunda-feira.

Yanukovych disse que a anistia a dezenas de manifestantes detidos durante os protestos só entrará em vigor se os manifestantes deixarem as suas e saírem dos prédios que ocuparam, mas parece improvável que os protestos sejam encerrados sem que as exigências sejam atendidas.

As medidas adotadas nesta terça-feira ficam aquém das exigências da oposição, que também incluem a renúncia de Yanukovych e a convocação de novas eleições.

Os protestos em Kiev começaram em 21 de novembro, depois de Yanukovych desistir de assinar um tratado econômico e político com a União Europeia (UE) e, pouco depois, ter aceitado um pacote de resgate oferecido pelo presidente russo Vladimir Putin. A crise se agravou nos últimos dias após violentos confrontos entre manifestantes e policiais.

Em comunicado postado do site do governo, Azarov apresenta sua renúncia com o objetivo de encorajar o que chamou de "compromisso político-social". Fonte: Associated Press.

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