Ucrânia: Separatistas reivindicam vitória em referendo

Separatistas do leste da Ucrânia declararam-se vitoriosos no referendo realizado hoje sobre a soberania de suas regiões. Resultados preliminares mostram que quase 90% dos eleitores das regiões de Donetsk e Luhansk, anunciaram os organizadores da consulta popular.

AE, Agência Estado

11 Maio 2014 | 18h45

Roman Lyagin, diretor da votação na autoproclamada República Popular de Donetsk, disse que cerca de 75% dos 3 milhões de eleitores da região foram às urnas neste domingo.

Rejeitado pelo governo provisório ucraniano e por seus aliados no Ocidente, o referendo de hoje foi realizado sem a presença de observadores independentes, o que pode dificultar a conferência dessas informações.

A votação busca a aprovação da população para a declaração de autoproclamadas repúblicas populares soberanas nas regiões de Donetsk e Luhansk, onde os rebeldes tomaram prédios do governo e entraram em confronto com a polícia e as tropas ucranianas ao longo do último mês.

Ontem, o presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, disse que a independência de áreas no leste ucraniano destruirá a economia do país. "Este é um passo para o abismo para as regiões", salientou Turchynov, em comentários postados no site da Presidência no sábado.

Os locais de votação abriram às 8 horas locais (2h de Brasília). A votação terminou por volta das 10h (16h em Brasília) e transcorreu com tranquilidade na maior parte das cidades envolvidas.

Em Krasnoarmeisk, porém, membros da guarda nacional ucraniana abriram fogo contra uma multidão reunida em frente à Câmara dos Vereadores da cidade, situada a cerca de 30 quilômetros de Donetsk. Um representante dos separatistas desta região no leste da Ucrânia afirma que houve mortes, mas ainda não se sabe quantas.

Os disparos em Krasnoarmeisk ocorreram horas depois de dezenas de guardas nacionais ucranianos terem interrompido na cidade a votação do referendo sobre a soberania da região.

Citado pela agência de notícias Itar-Tass, o líder separatista Denis Pushilin assegurou que havia mortos, mas não informou números detalhados. Um fotógrafo da Associated Press em Krasnoarmeisk afirmou ter visto pelo menos duas pessoas caídas no chão sem se mover. Fonte: Associated Press.

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