Ucrânia vai abrir área de Chernobyl para turistas

Especialistas desenvolvem 'roteiros seguros e informativos', diz o governo

Agência Estado

13 de dezembro de 2010 | 19h59

Painel de controle da usina; visitas são seguras, garante o governo.

 

KIEV - A Ucrânia planeja abrir, a partir do ano que vem, a região isolada ao redor do reator da usina de Chernobyl para visitantes que queiram saber mais sobre o vazamento de material radioativo que ocorreu quase 25 anos atrás, informou nesta segunda-feira, 13, o Ministério de Situações de Emergência.

 

O reator número 4 de Chernobyl explodiu no dia 26 de abril de 1986, espalhando radiação em uma grande parte do Norte da Europa. Centenas de milhares de pessoas foram retiradas das áreas contaminadas com radiação na Ucrânia, Bielo-Rússia e Rússia. Problemas de saúde relacionados ao acidente ainda são registrados.

 

A chamada zona de exclusão, uma área altamente contaminada num raio de 48 quilômetros do reator que explodiu, foi evacuada e isolada após o acidente. Todas as visitas foram proibidas. Atualmente, cerca de 2.500 funcionários mantêm os resquícios da usina, trabalhando em turnos para minimizar sua exposição à radiação.

 

Algumas centenas de pessoas que foram retiradas da região voltaram para suas vila, apesar da proibição do governo. Empresas oferecerem visitas à área restrita, mas o governo diz que esses passeios são ilegais e que a segurança das pessoas não pode ser garantida.

 

A porta-voz do Ministério de Situações Emergenciais Yulia Yershova disse que especialistas estão desenvolvendo roteiros de viagem que serão seguros e informativos para os ucranianos, assim como para visitantes estrangeiros. Ela não disse quando as visitas oficiais devem começar.

 

A chefe do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Helen Clark, visitou Chernobyl no domingo e disse que apoia o projeto porque ele pode ajudar a arrecadar dinheiro e a ensinar uma importante lição sobre segurança nuclear. As informações são da Associated Press.

 

Reator número 4 explodiu em 1986 e espalhou radiação por parte do Norte Europeu.

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