Umit Bektas/Reuters - 25/2/2022
Umit Bektas/Reuters - 25/2/2022

Ucraniana que fugiu para Polônia teve que deixar mãe em Kiev após invasão da Rússia

Ao todo, mais de 150.000 pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos desde que as tropas russas invadiram o país; só a Polônia recebeu 100.000

Eduardo Gayer, enviado especial, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2022 | 17h13

A ucraniana Olga Lugovzka estava há apenas três dias de volta a Kiev após passar um mês no Brasil quando ocorreu a invasão da Rússia à Ucrânia. Assim como outras 100.000 pessoas, decidiu fugir da guerra para a Polônia, mas teve que deixar a família para trás.

"Até o último dia eu quis ficar em casa porque tenho a minha família, mas a situação só piorava e eu decidi [sair]", contou a ucraniana ao Estadão. "Com sorte apanhei este trem e estou na Polônia. Não tenho planos para muito tempo, mas por agora vou ficar aqui." 

"Deixei a minha mãe e a minha avó na Ucrânia, porque a minha avó já tem 82 anos, então não pode se movimentar facilmente. A minha mãe vai cuidar da minha avó. Mas espero que isso termine logo e eu possa regressar ao meu país para ajudar a minha mãe e a minha avó".

Assim como Olga, cerca de 100.000 ucranianos cruzaram a fronteira para a Polônia desde o início do ataque russo, anunciou o vice-ministro polonês do Interior, Pawel Szefernaker, neste sábado, 26. 

Ao todo, mais de 150.000 pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos desde que as tropas russas invadiram o país na manhã de quinta-feira, disse o alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi. A Acnur espera que até 4 milhões de ucranianos possam fugir se a situação piorar ainda mais./AFP

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