UE abre investigação sobre venda de carne de cavalo

A União Europeia e seus países membros estão investigando o que aconteceu no caso de carne de cavalo encontrada em hambúrgueres e lasanhas, após autoridades do Reino Unido acionarem um mecanismo de alerta do bloco, afirmou Frederic Vincent, um porta-voz para assuntos de saúde da União Europeia.

CLARISSA MANGUEIRA, Agência Estado

11 de fevereiro de 2013 | 20h53

Na sexta-feira, o Reino Unido "ativou um sistema de alerta rápido e anunciou que agora os países membros estão investigando o que realmente aconteceu", disse Vincent durante coletiva de imprensa regular. "Durante o fim de semana, várias medidas foram tomadas para determinar o que aconteceu", acrescentou. Ele afirmou também que, até o que sabia, a carne em questão não está contaminada, ou estragada.

O escândalo na Europa em torno da carne de cavalo vendida como carne de boi se espalhou ainda mais neste domingo diante da notícia de que seis grandes redes varejistas da França retiraram produtos das prateleiras, com o governo francês prometendo apresentar em poucos dias, em caráter de urgência, resultados feitos em produtos com carnes.

Um legislador britânico pôs mais lenha na fogueira ao pedir a proibição temporária da carne importada da União Europeia (UE), após um ministro francês sugerir que Londres estava ameaçando os padrões de segurança alimentar ao pressionar por cortes de orçamento na UE.

Vários tipos de produtos alimentícios foram retirados das prateleiras na Grã Bretanha, França e Suécia depois que emergiu a notícia de que companhias de comida congelada estavam usando carne de cavalo - identificadas como carne vinda da Romênia - no lugar da carne de boi para preparar lasanhas e outros pratos de massas, tortas e moussaka, um prato típico grego feito com carne de boi moída. As informações são da Dow Jones.

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