UE adota sanções contra a Líbia

Bloco vai impor congelamento de bens, embargo de armas e proibição a viagens a Kadafi

estadão.com.br,

28 de fevereiro de 2011 | 10h00

GENEBRA - União Europeia (UE) adota nesta segunda-feira uma série de sanções contra o regime de Muamar Kadafi por sua violenta repressão nas revoltas na Líbia. As medidas incluem o congelamento dos bens do ditador e de pessoas próximas a ele e um embargo de armas. A cúpula do regime líbio também será proibida de viajar aos países da UE.  O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas está reunido em Genebra, na Suíça, para discutir a crise líbia.

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A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse nesta segunda-feira que as sanções contra a Líbia impostas pela UE devem entrar em vigor "rapidamente". Segundo ela, a violenta repressão no país do norte africano "choca nossa consciência".

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, disse que seu país propôs um congelamento internacional por 60 dias de qualquer pagamento internacional à Líbia. Segundo ele, com isso, o governo de Trípoli ficaria privado dos meios de "oprimir seu povo".

As medidas serão oficializadas pelos ministros de Relações Exteriores dos 27 países do bloco em uma reunião especial e aprovadas formalmente pelo Conselho de Ministros de Energia, reunido hoje em Bruxelas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, está em Genebra, onde se reuniu com chanceleres da UE, Rússia e Austrália para coordenar a reação internacional à crise na Líbia. A diplomacia americana trabalha por sanções mais severas, como uma zona de exclusão aérea sobre o país, que, em tese, impediria Kadafi de bombardear civis. A medida, no entanto, ainda não obteve consenso.

 

Na sexta-feira, o governo americano impôs sanções unilaterais ao país. O presidente Barack Obama assinou uma ordem executiva para bloquear bens e transações relacionadas à Líbia. "Essas sanções, portanto, têm como alvo o governo de Kadafi, protegendo os bens que pertencem ao povo da Líbia", afirmou Obama em comunicado.

 

O Conselho de Segurança da ONU também aprovou no sábado medidas similares, com embargo à venda de armas e congelamento de bens. O CS também apresentará denúncia contra Kadafi no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

 

 

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Com Efe e AP

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