UE ameaça punir responsáveis por crise no Zimbábue

União Européia lamenta que vontade da população 'não tenha sido expressada'; Mugabe se elegeu pela 6.ª vez

Efe,

29 de junho de 2008 | 17h44

A União Européia (UE) não descarta a adoção de medidas contra os responsáveis pela crise no Zimbábue, onde o chefe de Estado Robert Mugabe, único candidato no segundo das eleições presidenciais, foi novamente reeleito neste domingo, 29. A Presidência rotativa do bloco, a cargo da Eslovênia, ressaltou, em comunicado, que "não exclui a possibilidade de tomar as medidas oportunas contra os responsáveis pelos trágicos eventos dos últimos meses." Veja também:Após vitória, Robert Mugabe promete diálogo com a oposiçãoBaixa participação e denúncias marcam eleiçõesTsvangirai: de líder sindical a inimigo do regime Mugabe: uma história de 3 décadas no poder Na nota, a UE também lamenta que a população do país "não tenha tido a possibilidade de expressar sua vontade" no segundo turno do pleito presidencial, realizado na sexta-feira. Devido a essa impossibilidade, "as eleições não podem ser consideradas legítimas e o poder dos representantes escolhidos é questionável", acrescentou o bloco. A UE reiterou que as únicas eleições legítimas foram as realizadas em 29 de março deste ano, "já que ocorreram de maneira correta e podem servir de base para uma solução aceitável." Além disso, o bloco avaliou os esforços de seus parceiros africanos, "que são os que mais poderiam contribuir para a resolução de uma crise que afeta, sobretudo, os cidadãos do Zimbábue, mas também ameaça o equilíbrio tanto da região como de todo o continente." A UE destacou que continuará prestando auxílio à população do Zimbábue e reiterou seu pedido para que sejam imediatamente suspensas as restrições impostas às organizações humanitárias que trabalham no país, já que "os cidadãos devem ter acesso sem obstáculos a uma assistência alimentar e médica".

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