UE amplia controle para conter entrada de radicais islâmicos

Uma semana após os atentados de Paris que mataram 130 pessoas e deixaram 351 feridos, ministros do Interior e da Justiça da União Europeia decidiram ontem, em Bruxelas, reforçar os controles de identidade nas fronteiras exteriores do bloco.

PARIS, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2015 | 02h00

A medida terá impacto imediato, mas o pacote securitário inclui ainda a revisão até o final do ano das normas do Tratado de Schengen - que garante a livre circulação de cidadãos europeus -, além do controle mais estrito do porte e da venda de armas e a adoção de um sistema de identificação de passageiros aéreos.

As medidas atenderam à pressão imposta pela França, que chegou à reunião de Bruxelas com um ultimato em mãos. Bernard Cazeneuve, ministro do Interior da França, havia intimado na quinta-feira os demais países do bloco a apertar as normas de segurança para evitar novas falhas que permitam a realização de atentados terroristas. Da reunião extraordinária deveriam medidas objetivas para bloquear a circulação de potenciais terroristas no interior do continente.

A primeira ação será o reforço imediato do controle nas fronteiras exteriores da União Europeia. A partir de agora todas as pessoas que trafegarem pelas fronteiras terrestres ou por aeroportos do bloco terão sua identidade verificada no Sistema de Informação de Schengen (SIS) e nos sistemas da Interpol, que em teoria indicam a presença de indivíduos sujeitos a mandados internacionais de prisão - como jihadistas condenados. Até aqui, essa norma só se aplicava a pessoas de fora da comunidade europeia, mas com a adesão de cidadãos europeus ao Estado Islâmico o controle será generalizado. / A.N.

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.