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UE aponta graves falhas nas eleições do Paquistão

Observadores da União Européia (UE) criticaram hoje a falta de lisura nas eleições paquistanesas da semana passada, acusando o governo de favorecer os partidos que apóiam o atual homem forte do país, general Pervez Musharraf. A principal beneficiada é a Liga Muçulmana do Paquistão, pró-governo, que conquistou 77 das 272 cadeiras do Parlamento. O Partido Popular Paquistanês, da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, hoje no exílio, ficou com 62 cadeiras, mas não reconheceu os resultados.Segundo o principal observador da UE, John Cushnahan, a ação das autoridades do Paquistão constituiu "uma interferência injustificada no acordos eleitorais e no processo diplomático". "A ação tomada pelas autoridades provocou graves falhas no processo eleitoral", afirmou. Musharraf emitiu vários decretos antes das eleições, inclusive para o estabelecimento de um Conselho de Segurança Nacional para institucionalizar o papel dos militares no governo, e que todos os candidatos tenham diploma universitário, uma lei que desclassificou a candidatura de 90% da população, com um alto índice de analfabetismo.

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