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UE avisa que o Exército turco deve se afastar da política

O comissário de Ampliação da União Européia, Ollie Rehn, avisou neste sábado ao Exército turco para "deixar os assuntos políticos nas mãos do Governo democraticamente eleito", e pediu que as forças armadas do país demonstrem seu "respeito aos valores democráticos".Em declarações aos jornalistas, Rehn lembrou que "o respeito à democracia está no coração dos esforços para que a Turquia entre para a União Européia". A cúpula do Exército turco lançou uma dura advertência, após o primeiro turno das eleições para a Presidência do país. A nota defendeu o laicismo do Estado. O atual candidato único à Presidência é o ministro de Relações Exteriores, o islâmico Abdullah Gul.A advertência foi divulgada no site do Exército horas depois de Gül não conseguir os dois terços dos votos exigidos pela Constituição para ser eleito na primeira votação no Parlamento. Os militares turcos têm uma tradição golpista, com três intervenções em 1960, 1971 e 1980, além do "golpe pós-moderno" de 1997.

Agencia Estado,

28 de abril de 2007 | 06h03

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