UE cobra mais cooperação da Sérvia para deter foragidos

A Suécia, que preside a União Europeia neste semestre, exigiu na quinta-feira uma maior cooperação da Sérvia para deter suspeitos de crimes de guerra, depois que um promotor da Organização das Nações Unidas fez um elogio parcial a Belgrado.

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

03 de dezembro de 2009 | 19h50

Em seu mais recente relatório ao Conselho de Segurança (CS), o promotor-chefe do tribunal da ONU para a ex-Iugoslávia, Serge Brammertz, disse que a cooperação sérvia havia melhorado, mas que Belgrado devia continuar se empenhando em prender foragidos.

O embaixador sueco na ONU, Anders Liden, disse, numa reunião do CS que tratou dos tribunais especiais da ONU para crimes de guerra da ex-Iugoslávia e de Ruanda, que "a total cooperação (da Sérvia com o tribunal) é um elemento essencial da estratégia de ampliação da UE," ou seja, da própria adesão de Belgrado ao bloco europeu.

"A UE lamenta que, apesar dos reiterados apelos da comunidade internacional, (alguns) acusados continuem à solta," disse Liden.

Ministros europeus decidiram na segunda-feira acabar com a exigência de visto para que cidadãos de Sérvia, Macedônia e Montenegro entrem nos 27 países da UE a partir de 19 de dezembro. Mas a candidatura sérvia à UE continua emperrada por causa da questão dos acusados por crimes cometidos nas guerras que levaram à desintegração iugoslava, na década de 1990.

Em seu discurso aos 15 países do Conselho de Segurança, Brammertz não disse ter tido cooperação total da Sérvia, afirmando apenas que esta "continuou progredindo."

"É importante que as autoridades continuem fornecendo este nível de assistência," acrescentou.

De acordo com ele, "o aspecto mais crítico da cooperação sérvia é a necessidade de apreender os fugitivos" - e, acima de tudo, o ex-comandante militar servo-bósnio Ratko Mladic.

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