UE concede prêmio de direitos humanos a dissidente cubano

A União Européia outorgou ao dissidente cubano Oswaldo Payá seu principal prêmio de direitos humanos, nesta terça-feira, e se comprometeu a apoiar seus esforços para implantar a democracia em seu país. O Prêmio Sakharov de 2002 foi outorgado a Payá por sua atividade a favor dos direitos humanos, que remonta aos anos 60, quando o regime do presidente Fidel Castro o condenou a trabalhos forçados. Apesar de temer por sua família, Payá viajou para Estrasburgo, na França, para a cerimônia de premiação, na sede do Parlamento Europeu. "Na véspera de minha partida, derrubaram minha porta, ameaçaram de morte a mim e a minha família. Eu tive medo, mas ninguém pode deixar-se paralisar pelo medo, é preciso seguir adiante", disse Payá. O ativista cubano agradeceu o bloco de 15 nações por apoiar a causa dos direitos humanos em seu país. "Este prêmio é para todos os cubanos porque acredito que, ao outorgá-lo, a Europa quer dizer-lhes ?vocês também podem ter direitos? ", afirmou Payá perante um auditório lotado. Payá, que lidera um grupo dissidente cristão, é um dos principais organizadores do Projeto Varela, que tenta reunir assinaturas para um referendo sobre direitos humanos fundamentais, incluindo os dos prisioneiros políticos. Havia dúvidas sobre se Payá iria até Estrasburgo até que o presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox, e o primeiro-ministro espanhol, José María Aznar, intercederam junto ao presidente Fidel Castro para que o cubano pudesse seguir para a França.

Agencia Estado,

17 Dezembro 2002 | 14h01

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