UE conclama Arafat a declarar fim da intifada

Num sinal de endurecimento de sua posição em relação aos ataques palestinos contra Israel, a União Européia (UE) conclamou nesta segunda-feira o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, a desmantelar "as redes terroristas" dos grupos radicais Hamas e Jihad Islâmica e declarar o fim do levante (intifada) palestino."Os seguinte compromissos devem ser assumidos: o desmantelamento das redes terroristas Hamas e Jihad Islâmica, incluindo a prisão e julgamento dos suspeitos; (e) um apelo público em árabe proclamando o fim da intifada armada", afirma um comunicado emitido em conjunto pelas 15 nações do bloco.A nota, redigida em francês, representa um chamado sem precedentes da UE, que é criticada freqüentemente por Israel por adotar uma posição pró-palestina.Entretanto, o chanceler francês, Hubert Vedrine, insistiu em que a UE não está ficando do lado israelense na questão do Oriente Médio. Como prova, ele apontou as partes do comunicado que conclamam Israel a cessar suas operações militares contra a Autoridade Palestina."O governo israelense (deve) retirar suas forças militares e cessar as execuções extrajudiciais; levantar o bloqueio (econômico) e todas as restrições sobre os territórios palestinos; (além de) congelar os assentamentos judeus", afirma o comunicado da UE.O documento foi emitido após encontros em separado entre os chanceleres da UE e o ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, e o negociador palestino, Nabil Shaath. As reuniões foram convocadas para discutir caminhos para pôr fim à atual onda de violência no Oriente Médio.Os encontros produziram poucos progressos, e Shaath afirmou não ter planos para encontrar-se com Peres. Segundo o negociador palestino, a única maneira de deter a atual violência é o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, concordar em trabalhar junto com Arafat para atingir a paz.Respondendo às demandas da UE, Shaath reiterou a condenação da Autoridade Palestina aos recentes ataques suicidas contra civis israelenses, mas disse que os palestinos têm "o direito sagrado de se defender contra a ocupação".

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