UE condena atentado e se preocupa com conflito palestino

A Presidência alemã da União Européia (UE) condenou "energicamente" o atentado suicida que causou nesta segunda-feira a morte de pelo menos três pessoas na cidade israelense de Eilat e expressou sua "preocupação" com a escalada da violência em Gaza e na Cisjordânia.Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores alemão afirmou, ao condenar o atentado suicida em Israel, que seus autores pretendem torpedear as esperanças suscitadas pelo diálogo entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.Segundo a rádio local palestina "Al Quds", com sede em Gaza, os autores do atentado são os grupos palestinos Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa."Os extremistas não devem frustrar as esperanças que resultam desse diálogo e as diferenças entre palestinos também não devem pôr em perigo as conversas entre israelenses e palestinos", disse o porta-voz, Jens Plötner.A respeito da situação em Gaza e na Cisjordânia, a Presidência alemã afirmou que a UE acompanha com "grande preocupação" o aumento da violência entre Fatah e Hamas, que só neste fim de semana causou a morte de pelo menos 25 pessoas.O porta-voz exortou os diferentes grupos palestinos a resolver suas diferenças pela via pacífica e a não dificultar a busca de uma solução política duradoura para o conflito do Oriente Médio."Exortamos todas as partes em conflito a pôr fim à violência e a voltar à mesa de negociações.O diálogo interpalestino deve ter uma nova oportunidade", disse Plötner, que em nome da UE cumprimentou a iniciativa mediadora da Arábia Saudita.

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