UE condena manobras de Mugabe para manter o poder

Presidente do Zimbábue tenta tirar opositores de ministérios importantes mesmo com acordo para coalizão

AP,

13 de outubro de 2008 | 13h00

A União Européia condenou nesta segunda-feira a tentativa do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, de romper o acordo de divisão de poder com partidos da oposição no país. O presidente, que está há 33 anos no poder, impediu opositores de controlar ministérios estratégicos, como o da Defesa e das Relações Exteriores. O chanceler britânico David Miliband disse hoje em Luxemburgo que a UE não vai ajudar Mugabe a 'melar' o acordo."É importante que haja uma resposta internacional clara. Os resultados das eleições deste ano no Zimbábue precisam ser respeitados", disse.Em março, Mugabe foi derrotado nas urnas no primeiro turno, mas promoveu uma segunda rodada de votações da qual a oposição se retirou. Desde então as duas partes trabalham um acordo para divisão de poder.Miliband disse ainda que espera que a mediação do ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki ajude a uma solução negociada. Diplomatas da UE disseram que estão observando a situação de perto e esperam que o acordo assinado entre o governo e a oposição no último dia 15 de setembro seja respeitado. O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, ameaçou no domingo deixar a coalizão se Mugabe não ceder ministérios importantes." As coisas certamente não estão indo bem", disse o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner. Ele ameaçou ampliar as sanções ao país.

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