UE condena terrorismo no Oriente Médio

A União Européia (UE) condenou novamente o terrorismo e os ataques suicidas no Oriente Médio, e reconheceu o direito de Israel de "viver em paz e segurança", apesar de ter classificado como "injustificáveis as ações militares dirigidas, indiscriminadamente, contra bairros civis". Na declaração final divulgada ao final de uma reunião da UE com Israel, da qual participou o ministro israelense do Exterior, Shimon Peres, os europeus fizeram uma série de pedidos a Israel.Entre eles está a solicitação para que o governo israelense pare imediatamente todas as atividades que não estejam de acordo com o direito humanitário internacional, como as execuções extra-judiciais. Outro pedido solicita que não se realizem mais atos de "castigo coletivo", como a demolição de casas palestinas; e o fim do fechamento dos territórios autônomos e do toque de recolher. "Essas ações alimentam a desconfiança e o ódio, e prejudicam os esforços para a busca de uma solução política" no conflito palestino-israelense, sublinhou a UE. A União também manifestou sua preocupação pela "destruição da infra-estrutura palestina", que impede o desenvolvimento econômico e social dos palestinos.A UE convidou os israelenses e palestinos a estabelecerem um calendário baseado em "passos recíprocos e paralelos". "A criação de um Estado palestino soberano, pacífico, democrático e sustentável será a melhor garantia de segurança para Israel", afirma a declaração européia.

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