UE condena 'uso injustificado da força' na Ucrânia

A chefe de política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, condenou neste sábado o que ela chamou de "uso injustificado da força" pelas autoridades da Ucrânia contra manifestantes. Ela pediu uma apuração pela responsabilidade pela violência.

Agência Estado

30 de novembro de 2013 | 17h42

Em um comunicado conjunto com o comissário de Ampliação da UE, Stefan Fuele, Ashton disse que o uso de força "vai contra os princípios com os quais todos os participantes da Conferência de Vilnius, inclusive o presidente da Ucrânia, reafirmaram seu compromisso". O posicionamento foi emitido apenas 24 horas após a Ucrânia ter se recusado a assinar um acordo que estreitaria as relações políticas e econômicas com o bloco de países.

Os laços entre a Ucrânia e a UE chegaram a um ponto frágil após o encontro em Vilnius, na Lituânia. O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, manteve sua decisão de não assinar o acordo sobre o qual os dois lados haviam passado anos negociando.

Desde que o governo ucraniano desistiu do acordo, vem ocorrendo uma série de protestos na capital do país, Kiev. Na manhã deste sábado, oficiais da polícia tentaram combater centenas de manifestantes em uma praça no centro da cidade,

batendo em algumas pessoas com cassetetes.

Em comunicado, Yanukovych se disse "profundamente indignado" com a ocorrência de confrontos. "Condeno as ações que levaram a confrontos e a sofrimento", disse, acrescentando que os responsáveis pelo uso da força serão punidos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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